sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A propósito da Excelência - Os bons e os maus alunos

Há países que cultivam, estimulam, promovem a Excelência.
Não é esse infelizmente o nosso caso. A Excelência é mais estranha à nossa cultura profunda do que a matemática (saber fazer contas), a filosofia (saber pensar), ou até o sashimi...
A educação tradicional portuguesa, pobrezinhos mas lavadinhos, não estimulava a diferenciação inerente a uma cultura de excelência. Pelo contrário, promovia a mediania, ou seja a mediocridade.
A Revolução Social que se seguiu ao 25 de Abril também não abriu as portas para a Excelência, apregoou o igualitarismo, e abriu as portas ao "chico-espertismo".
Neste dia em que comemoramos o 25 de Novembro, e na mais complicada crise nacional e internacional das nossas vidas, partilho algumas contributos para que possamos vir a criar uma nova geração de portugueses... Excelentes:
- As crianças devem aprender desde cedo que existe certo e errado. O certo deve ser premiado, bem premiado, e o errado reprimido e censurado;
- Na escola deve ser-lhes exigido o conhecimento e a capacidade de o provar e demonstrar amplamente. Não deve ser dada relevância ao que os adolescentes gostam, ou deixam de gostar, mas deve valorizar-se o cumprimento das suas obrigações, e quanto maior o esforço maior o reconhecimento.
Na política, cumprir os acordos, com os eleitores ou com a Troika, pressupõe a capacidade de ser Excelente.
Com maus alunos, mentiras, cábulas ou boémios, não chegamos lá.
Para mim esta é uma certeza.