terça-feira, 22 de novembro de 2016

“Lisboa historicamente teve vereadores que projectaram obras, que
pensaram quais eram as necessidades do trânsito automóvel”, avaliou
 Marina Ferreira, acrescentando que a cidade “infelizmente nunca foi
 pensada no âmbito da mobilidade”. Um problema que em seu
entender se arrasta desde que a Carris e o Metropolitano de Lisboa
foram nacionalizados.
Desde aí, diz a ex-autarca e antiga presidente da Autoridade
Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL), “a câmara pura e
simplesmente virou as costas aos transportes públicos”, que passaram
a depender de um Estado preocupado “com a racionalidade económica
e não com a mobilidade”. “Lisboa é a única cidade do mundo em que
há um afastamento total entre a autarquia e os transportes, e essa é
uma situação que tem de ser invertida”, sustentou Marina Ferreira.

Jornal Público, Novembro 2014

Conversa de homens em dia de Sporting-Real Madrid

Restelo, cantoneiros municipais

"Mal chego a casa dou logo banho à minha filha enquanto a minha mulher faz o jantar. Com dois anos toma banho, come e adormece. Já chegamos a casa muito tarde."


As mulheres e a organização

Conversa de dois homens ao almoço num restaurante de Alvalade

"O que nos vale é que a minha mulher é muito organizada. Antes de nos deitarmos já tem na cabeça a  lista toda para o dia seguinte. Só tem para ela aquele tempinho em que vai ao ginásio e eu fico em casa com os miúdos."

As mentalidades estão a mudar?

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Relatórios sem photoshop

Um dos case studies nacionais é o culto pelas emoções, e pela subjetividade, na análise dos fatos (factos).
Na minha experiência como advogada aprendi bem cedo que os fatos são sempre vistos de acordo com os diferentes olhares das testemunhas. Mas aprendi também que cabia aos mais "sabedores e experientes", advogados, juízes, extrair desses múltiplos olhares, o essencial de cada ocorrência.
No Portugal em crise deste início de 2013 ou não há mais "experientes e sabedores" (!), ou já nem estes se preocupam em perceber o que é essencial e o que é acessório na vida pública.
E o essencial para mim é responder à questão de saber como é que vamos pagar o Estado de que precisamos. Mesmo que tenhamos de prescindir de algumas coisas a que estamos habituados e de que gostamos.
Anda agora para aí meio mundo, o outro meio está quieto e calado, a manifestar os seus desafetos com o Relatório do FMI sobre o Estado.
É o problema das fotografias sem photoshop. Ficamos todos horríveis!

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A propósito da Excelência - Os bons e os maus alunos

Há países que cultivam, estimulam, promovem a Excelência.
Não é esse infelizmente o nosso caso. A Excelência é mais estranha à nossa cultura profunda do que a matemática (saber fazer contas), a filosofia (saber pensar), ou até o sashimi...
A educação tradicional portuguesa, pobrezinhos mas lavadinhos, não estimulava a diferenciação inerente a uma cultura de excelência. Pelo contrário, promovia a mediania, ou seja a mediocridade.
A Revolução Social que se seguiu ao 25 de Abril também não abriu as portas para a Excelência, apregoou o igualitarismo, e abriu as portas ao "chico-espertismo".
Neste dia em que comemoramos o 25 de Novembro, e na mais complicada crise nacional e internacional das nossas vidas, partilho algumas contributos para que possamos vir a criar uma nova geração de portugueses... Excelentes:
- As crianças devem aprender desde cedo que existe certo e errado. O certo deve ser premiado, bem premiado, e o errado reprimido e censurado;
- Na escola deve ser-lhes exigido o conhecimento e a capacidade de o provar e demonstrar amplamente. Não deve ser dada relevância ao que os adolescentes gostam, ou deixam de gostar, mas deve valorizar-se o cumprimento das suas obrigações, e quanto maior o esforço maior o reconhecimento.
Na política, cumprir os acordos, com os eleitores ou com a Troika, pressupõe a capacidade de ser Excelente.
Com maus alunos, mentiras, cábulas ou boémios, não chegamos lá.
Para mim esta é uma certeza.