Há países que cultivam, estimulam, promovem a Excelência.
Não é esse infelizmente o nosso caso. A Excelência é mais estranha à nossa cultura profunda do que a matemática (saber fazer contas), a filosofia (saber pensar), ou até o sashimi...
A educação tradicional portuguesa, pobrezinhos mas lavadinhos, não estimulava a diferenciação inerente a uma cultura de excelência. Pelo contrário, promovia a mediania, ou seja a mediocridade.
A Revolução Social que se seguiu ao 25 de Abril também não abriu as portas para a Excelência, apregoou o igualitarismo, e abriu as portas ao "chico-espertismo".
Neste dia em que comemoramos o 25 de Novembro, e na mais complicada crise nacional e internacional das nossas vidas, partilho algumas contributos para que possamos vir a criar uma nova geração de portugueses... Excelentes:
- As crianças devem aprender desde cedo que existe certo e errado. O certo deve ser premiado, bem premiado, e o errado reprimido e censurado;
- Na escola deve ser-lhes exigido o conhecimento e a capacidade de o provar e demonstrar amplamente. Não deve ser dada relevância ao que os adolescentes gostam, ou deixam de gostar, mas deve valorizar-se o cumprimento das suas obrigações, e quanto maior o esforço maior o reconhecimento.
Na política, cumprir os acordos, com os eleitores ou com a Troika, pressupõe a capacidade de ser Excelente.
Com maus alunos, mentiras, cábulas ou boémios, não chegamos lá.
Para mim esta é uma certeza.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
As revoluções e as reformas
“Lisboa historicamente teve vereadores que projectaram obras, que
pensaram quais eram as necessidades do trânsito automóvel”, avaliou
Marina Ferreira, acrescentando que a cidade “infelizmente nunca foi
pensada no âmbito da mobilidade”. Um problema que em seu
entender se arrasta desde que a Carris e o Metropolitano de Lisboa
foram nacionalizados.
pensaram quais eram as necessidades do trânsito automóvel”, avaliou
Marina Ferreira, acrescentando que a cidade “infelizmente nunca foi
pensada no âmbito da mobilidade”. Um problema que em seu
entender se arrasta desde que a Carris e o Metropolitano de Lisboa
foram nacionalizados.
Desde aí, diz a ex-autarca e antiga presidente da Autoridade
Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL), “a câmara pura e
simplesmente virou as costas aos transportes públicos”, que passaram
a depender de um Estado preocupado “com a racionalidade económica
e não com a mobilidade”. “Lisboa é a única cidade do mundo em que
há um afastamento total entre a autarquia e os transportes, e essa é
uma situação que tem de ser invertida”, sustentou Marina Ferreira.
Jornal Público, Novembro 2014
Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL), “a câmara pura e
simplesmente virou as costas aos transportes públicos”, que passaram
a depender de um Estado preocupado “com a racionalidade económica
e não com a mobilidade”. “Lisboa é a única cidade do mundo em que
há um afastamento total entre a autarquia e os transportes, e essa é
uma situação que tem de ser invertida”, sustentou Marina Ferreira.
Jornal Público, Novembro 2014
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
5 de Outubro em Espanha
Em Espanha, país vizinho e hermano, não há feriado a 5 de Outubro. Não festejam a república.
E no entanto, sempre que passamos para o outro lado da estrada, mesmo num regime monárquico sinto alguma pena, sobretudo pelo que nos divide:
-Os guardas civis usam fardas clássicas, até o extraordinário chapéu se mantém;
- As auto-estradas não são pagas em muitos percursos, mas têm movimento, o número de faixas mínimas para garantir segurança, e respeitam-se os limites de velocidade;
-As cidades desenvolveram-se imenso com o salto que ocorreu no mercado imobiliário, mas os centros históricos estão bem conservados e habitados;
-As livrarias têm imensos livros em versão de bolso a menos de 10 €.
Mas o que mais me surpreende é a limpeza das ruas. Em cidades, vilas ou aldeias, mais ou menos habitadas, as ruas estão limpas. LIMPAS. Não há sacos de plástico, nem papeis a voar pelos ares, não há garrafas de vidro partidas em cada esquina, não há excrementos dos animaiszinhos de estimação.
Se as nossas cidades e as nossas ruas estivessem mais limpas acredito que viveríamos muito melhor.
E no entanto, sempre que passamos para o outro lado da estrada, mesmo num regime monárquico sinto alguma pena, sobretudo pelo que nos divide:
-Os guardas civis usam fardas clássicas, até o extraordinário chapéu se mantém;
- As auto-estradas não são pagas em muitos percursos, mas têm movimento, o número de faixas mínimas para garantir segurança, e respeitam-se os limites de velocidade;
-As cidades desenvolveram-se imenso com o salto que ocorreu no mercado imobiliário, mas os centros históricos estão bem conservados e habitados;
-As livrarias têm imensos livros em versão de bolso a menos de 10 €.
Mas o que mais me surpreende é a limpeza das ruas. Em cidades, vilas ou aldeias, mais ou menos habitadas, as ruas estão limpas. LIMPAS. Não há sacos de plástico, nem papeis a voar pelos ares, não há garrafas de vidro partidas em cada esquina, não há excrementos dos animaiszinhos de estimação.
Se as nossas cidades e as nossas ruas estivessem mais limpas acredito que viveríamos muito melhor.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Gabriela Canavilhas
É extraordinário o alarido que tem sido lançado em torno da Cultura.
A Senhora deputada Gabriela Canavilhas tem da cultura uma visão institucional, orgânica, conservadora!
Ministério ou Secretaria de Estado, mais ou menos Direcção Geral, mais ou menos equipamento...
Num tempo em que tantos sacrificios nos estão a ser pedidos seria de esperar dos agentes culturais, como a senhora pianista Gabriela Canavilhas, uma visão mais abrangente da Cultura, uma perspectiva mais virada para os valores culturais, para as nossas raízes, os nossos combates, os nossos desafios.
Cultura é capacidade para ultrapassar os tempos dificeis porque se tem já a certeza, dada pelo conhecimento, de que a seguir virão melhores dias.
A Senhora deputada Gabriela Canavilhas tem da cultura uma visão institucional, orgânica, conservadora!
Ministério ou Secretaria de Estado, mais ou menos Direcção Geral, mais ou menos equipamento...
Num tempo em que tantos sacrificios nos estão a ser pedidos seria de esperar dos agentes culturais, como a senhora pianista Gabriela Canavilhas, uma visão mais abrangente da Cultura, uma perspectiva mais virada para os valores culturais, para as nossas raízes, os nossos combates, os nossos desafios.
Cultura é capacidade para ultrapassar os tempos dificeis porque se tem já a certeza, dada pelo conhecimento, de que a seguir virão melhores dias.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Silly Season
Em ano normal estaríamos agora a entrar na Silly Season.
De papo para o ar, cobertos de protector solar e panados com areia, conversaríamos sobre o último escândalo das revistas ditas sociais, envolvendo "notáveis" que não sabíamos que existiam e que, por mais que fizessem, nunca iriam afectar o nosso dia-a-dia.
Mas os tempos estão a mudar...
As dificuldades financeiras que atravessamos, a perturbação política e cultural no mundo em que crescemos e em que nos revíamos, ameaçam a rotina dos dias de Verão.
Tem sido normal este ano ouvir dizer que ainda não se marcaram férias... Vamos lá ver como correm as coisas.
E ninguém sabe bem o que esperar do "correr das coisas".
O corte do subsídio de Natal.
Dois orçamentos rectificativos.
O aumento dos transportes públicos.
Na administração pública o "business as usual" instala-se, passado o "susto" do novo Governo, e até organismos cuja extinção foi anunciada pelo anterior governo, o ano passado, mantêm as suas actividades normais.
O Governo mudou, e está manifestamente a fazer as coisas de outra maneira, mais calma, mais serena, mais séria.
Mas o País, nós os portugueses continuamos os mesmos.
E Season está tricky!
De papo para o ar, cobertos de protector solar e panados com areia, conversaríamos sobre o último escândalo das revistas ditas sociais, envolvendo "notáveis" que não sabíamos que existiam e que, por mais que fizessem, nunca iriam afectar o nosso dia-a-dia.
Mas os tempos estão a mudar...
As dificuldades financeiras que atravessamos, a perturbação política e cultural no mundo em que crescemos e em que nos revíamos, ameaçam a rotina dos dias de Verão.
Tem sido normal este ano ouvir dizer que ainda não se marcaram férias... Vamos lá ver como correm as coisas.
E ninguém sabe bem o que esperar do "correr das coisas".
O corte do subsídio de Natal.
Dois orçamentos rectificativos.
O aumento dos transportes públicos.
Na administração pública o "business as usual" instala-se, passado o "susto" do novo Governo, e até organismos cuja extinção foi anunciada pelo anterior governo, o ano passado, mantêm as suas actividades normais.
O Governo mudou, e está manifestamente a fazer as coisas de outra maneira, mais calma, mais serena, mais séria.
Mas o País, nós os portugueses continuamos os mesmos.
E Season está tricky!
Do Dicionário Urbano
| 1. | Supercalifrage | |
1; response as to ones well being 2; deceleration of a current of future situation 1; "hey how are you?" "Supercalifrage" 2; "how's the gardening going?" "oh, it's supercalifrage | ||
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