terça-feira, 22 de novembro de 2016

“Lisboa historicamente teve vereadores que projectaram obras, que
pensaram quais eram as necessidades do trânsito automóvel”, avaliou
 Marina Ferreira, acrescentando que a cidade “infelizmente nunca foi
 pensada no âmbito da mobilidade”. Um problema que em seu
entender se arrasta desde que a Carris e o Metropolitano de Lisboa
foram nacionalizados.
Desde aí, diz a ex-autarca e antiga presidente da Autoridade
Metropolitana de Transportes de Lisboa (AMTL), “a câmara pura e
simplesmente virou as costas aos transportes públicos”, que passaram
a depender de um Estado preocupado “com a racionalidade económica
e não com a mobilidade”. “Lisboa é a única cidade do mundo em que
há um afastamento total entre a autarquia e os transportes, e essa é
uma situação que tem de ser invertida”, sustentou Marina Ferreira.

Jornal Público, Novembro 2014

Sem comentários:

Enviar um comentário